Espirometria
A espirometria é um exame que avalia a função respiratória, medindo o volume e o fluxo de ar que o utente consegue inspirar e expirar. O utente respira através de um bocal ligado ao espirómetro, seguindo as instruções do técnico ou do médico (inspiração máxima, expiração forçada, etc.).
Permite diagnosticar e acompanhar doenças como asma, doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), restrições pulmonares ou alterações das vias aéreas. É indicada em queixas de falta de ar, tosse persistente, pieira, antes de cirurgia ou em vigilância de doentes respiratórios. Os parâmetros mais utilizados são o volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1) e a capacidade vital forçada (CVF).
Não é necessária preparação especial. Deve evitar fumar e refeições pesadas nas horas anteriores. O exame é indolor e demora cerca de 15 a 20 minutos. Pode ser necessário repetir as manobras para obter registos válidos e reprodutíveis.
Espirometria com prova de broncodilatação
A espirometria com prova de broncodilatação (ou prova de reversibilidade) consiste numa espirometria inicial, seguida da administração de um medicamento broncodilatador inalado (por exemplo, salbutamol). Após um intervalo de cerca de 15 a 20 minutos, repete-se a espirometria para avaliar se houve melhoria dos fluxos aéreos.
Se existir melhoria significativa do VEF1 após o broncodilatador, sugere-se componente de obstrução reversível (compatível com asma ou componente asmático). Se a obstrução persistir com pouca ou nenhuma reversibilidade, pode indicar DPOC ou outra doença obstrutiva crónica. É útil para diferenciar asma de DPOC e para orientar o tratamento.
Para este exame deve suspender, conforme orientação médica, os broncodilatadores de curta acção nas 6 horas anteriores e os de longa acção nas 12 a 24 horas anteriores, para não mascarar o efeito da prova. O exame demora cerca de 45 minutos a 1 hora.
Teste de sono
O teste de sono (poligrafia respiratória ou polissonografia, consoante o tipo) é um exame que regista, durante o sono, parâmetros como o fluxo de ar, o esforço respiratório, a saturação de oxigénio, a frequência cardíaca e, em exames mais completos, a actividade cerebral (EEG), o movimento dos olhos e das pernas.
Permite diagnosticar a síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) — paragens da respiração durante o sono — e outras alterações do sono (movimentos periódicos dos membros, etc.). É indicado perante roncopatia, sonolência diurna, acordar com sensação de sufoco, dores de cabeça matinais ou hipertensão de difícil controlo. O diagnóstico e tratamento da SAOS melhoram a qualidade de vida e reduzem o risco cardiovascular.
O exame pode ser realizado em casa (poligrafia com equipamento portátil) ou no laboratório de sono. Não é necessária preparação especial; evite álcool e sedativos na noite do exame. O utente coloca os sensores conforme instruções e dorme uma noite com o equipamento; no dia seguinte entrega o aparelho e os dados são analisados pelo médico.
Testes alérgicos
Os testes alérgicos cutâneos podem ser feitos em adultos ou crianças, e consistem em aplicar algumas gotas da substância suspeita de causar alergia, geralmente no antebraço do paciente, após estimular o aumento da circulação sanguínea através de algumas picadas. Aguarda-se cerca de 20 minutos, e observa-se se o utente faz reacção à substância testada. Se o resultado for positivo, existe a formação local de uma mancha vermelha (como uma picada de mosquito), com presença de prurido (comichão).
Este exame pode ser prescrito por um médico independente da especialidade, e realizado pelo Pediatra, Alergologista, Dermatologista ou Otorrinolaringologista. No entanto, a especialidade médica mais indicada para fazer a pesquisa e tratamento das reações alérgicas é a Alergologia.