Endoscopia
A endoscopia digestiva alta, frequentemente chamada apenas de endoscopia, é um exame médico realizado por um especialista, o gastroenterologista, e pode ser realizada com recurso à sedação ou anestesia.
O objectivo deste exame é visualizar directamente a parte superior do trato gastrointestinal, composta pelo esófago, estômago e duodeno (primeira porção do intestino delgado).
A endoscopia digestiva alta é realizada com recurso a um endoscópio — um aparelho constituído por um tubo longo e flexível com uma microcâmara na ponta de alta definição.
Este exame pode ser utilizado tanto como meio de diagnóstico como para tratamento de diversos problemas do sistema digestivo alto, nomeadamente inflamações, úlceras, lesões hemorrágicas ou suspeita de neoplasia.
Durante o exame podem ser realizadas biópsias e tratamento de algumas lesões, como úlceras ou varizes sangrantes. Através do endoscópio é possível introduzir pinças de biópsia, laços, agulhas, sondas para escleroterapia ou electrocautério, balão para dilatação, redes e cestos. Deste modo, uma variedade de procedimentos podem ser realizados durante uma endoscopia digestiva alta.
Para a realização deste exame é necessário comparecer a uma consulta de Enfermagem, onde cada utente será devidamente informado acerca dos cuidados a ter previamente ao exame, dos exames complementares necessários e da respectiva preparação.
Colonoscopia
A colonoscopia é um exame médico realizado por um especialista da área, o gastroenterologista, com recurso a sedação ou anestesia na maioria dos casos, e permite a visualização directa do interior do cólon (intestino grosso).
O exame é realizado com recurso a um aparelho o colonoscópio, constituído por um tubo longo e flexível com uma microcâmera na ponta de alta resolução que permite a visualização pelo médico através de um monitor, do intestino grosso permite também a gravação de imagens para fins de diagnóstico ou de evolução da doença.
O colonoscópio também permite que o médico introduza uma espécie de pinça, que pode ser usada para retirar, por completo ou parcialmente, lesões suspeitas, como pólipos.
A vantagem mais importante da colonoscopia é a sua capacidade de prevenir o cancro do cólon, alguns estudos estimam que este exame permite uma diminuição em 68% de casos de cancro nos pacientes vigiados.
Este efeito preventivo da colonoscopia subsiste 10 anos após o exame, excepto nos indivíduos com risco familiar acrescido, onde o tempo de protecção baixa para 5 anos, ou nos casos de patologia crónica que necessite supervisão do especialista.
Para a realização deste exame é necessário comparecer a uma consulta de Enfermagem, onde cada utente será devidamente informado acerca dos cuidados a ter previamente ao exame, exames complementares necessários para realização do mesmo e a respectiva preparação.
Anuscopia
A anuscopia é um exame que permite visualizar o canal anal e a parte inferior do recto através de um aparelho designado anuscópio — um tubo curto e rígido, geralmente de plástico descartável, que é introduzido suavemente no ânus após lubrificação.
É um exame rápido, realizado no consultório, sem necessidade de sedação na maioria dos casos. Permite diagnosticar hemorróidas internas, fissuras anais, condilomas, pólipos do canal anal, abcessos ou outras lesões da região. É indicado perante queixas de sangramento ao evacuar, dor anal, prurido, prolapso ou alteração do hábito intestinal.
Não é necessária preparação especial; em alguns casos pode ser pedido um pequeno clister de limpeza antes do exame. O exame dura poucos minutos e o utente pode retomar a actividade normal de imediato.
Retossigmoidoscopia
A retossigmoidoscopia é um exame que permite visualizar o recto e o cólon sigmóide (parte final do intestino grosso). Pode ser realizada com aparelho rígido (retossigmoidoscópio) ou flexível (sigmoidoscópio flexível), consoante o objectivo e a prática do serviço.
Permite avaliar a mucosa do recto e do sigmóide, detectar pólipos, lesões inflamatórias, divertículos e, em alguns casos, realizar biópsias ou pequenos procedimentos. É indicada em rastreio de patologia colorrectal, sangramento rectal, alteração do trânsito intestinal, dor abdominal baixa ou vigilância após cirurgia ou pólipos. A preparação é mais simples do que na colonoscopia total (geralmente um ou dois clisteres no dia do exame, ou dieta líquida e laxante no dia anterior).
O exame dura cerca de 10 a 20 minutos. Pode ser feita com ou sem sedação, conforme indicação médica. Para a realização deste exame é recomendável contactar a consulta de Enfermagem para ser informado sobre a preparação e os cuidados a ter.
Teste Respiratório Helicobacter Pylori
O teste respiratório ao Helicobacter pylori (teste do ar expirado com ureia marcada) é um exame não invasivo que permite detectar a presença da bactéria Helicobacter pylori no estômago. Esta bactéria está associada a gastrite, úlcera péptica e a um risco aumentado de cancro gástrico.
O utente ingere uma cápsula ou solução contendo ureia marcada com carbono-13 (não radioactivo). Se existirH. pylori no estômago, a ureia é decomposta pela bactéria e o carbono-13 é libertado, passando para o sangue e depois para o ar expirado. São colhidas amostras do ar expirado antes e após a ingestão; a diferença na quantidade de carbono-13 permite concluir se a infecção está presente.
É necessário estar em jejum (geralmente 6 horas) e não ter tomado antibióticos nem inibidores da bomba de protões nas últimas 2 a 4 semanas, conforme orientação do laboratório, para não haver falsos negativos. O exame é simples, indolor e demora cerca de 20 a 30 minutos. É útil para diagnóstico inicial de infecção por H. pylori e para confirmar a erradicação após tratamento.